sexta-feira, 26 de dezembro de 2025

Review: IDOLiSH7

     Em 2023 eu comecei a assistir um anime de idol chamado IDOLiSH7. A princípio, eu achava que esse seria só mais um anime de idol na minha vida, mas felizmente eu estava errada. Esse é sim um anime de idol, com músicas, muitos grupos e performances icônicas, mas com certeza essa é só a casca.
    
IDOLiSH7 na verdade é uma adaptação de um rhythm game de 2015, mas que segue ativo até hoje. O jogo foi produzido pelo G2Studios e publicado pela Bandai Namco com colaboração musical da Lantis. Em 2018, fizeram uma adaptação do jogo para anime, que atualmente conta com três temporadas e a quarta já confirmada para produção. Outro ponto que eu queria deixar, é que o character design simplesmente foi feito pela minha mangaká favorita: Arina Tanemura.

    Para quem tiver interesse em assistir, todas as temporadas lançadas até agora estão disponíveis na Crunchyroll. Inclusive os dois dias de show do Beyond The Period. O jogo infelizmente não está disponível na Play Store nem possui uma versão localizada para inglês, mas dá facilmente para instalar a versão japonesa pelo QooApp.



    

    Uma coisa que eu sempre tive muito receio era adaptação animada de jogo no geral. A maior parte das experiências que eu tive com esse tipo de coisa sempre foi bem ruim por várias questões  seja por problemas de adaptação ruim da história, a animação também meio esquisita... Enfim, muitas coisas.

    Mas IDOLiSH7 é a prova de que  adaptações muito boas existem — e provavelmente a melhor que eu já vi até hoje. Nesse ponto, eu agradeço que a animação ficou com a TROYCA que respeitou o material original. A qualidade ficou realmente maravilhosa.

    Por se tratar de um anime de idol, com certeza o ponto principal que todo mundo pensa são as músicas. Todas elas vêm do jogo e são incríveis. Uma coisa que gosto muito, além das músicas em si, é que cada grupo possui um estilo muito bem definido — você ouve e logo fala, "ah, é esse grupo aqui". Ao mesmo tempo, eles estão sempre se reinventando, o que faz a sua expectativa quebrar muito

    Além disso, o IDOLiSH7 não se limita apenas no anime — muito pelo contrário. Ele é apenas a ponta do iceberg.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2025

Review: 0rigin - Soyogi Soyogi

     Talvez alguns de vocês devem reconhecer o nome do dublador Yuki Kaji pela participação dele no Anime Friends 2024. Famoso por dar voz à Eren Jaeger de Shingeki no Kyojin, Todoroki Shoto de My Hero Academia, Kenma Kozume de Haikyuu!! e muitos outros, Kaji tem uma vasta lista de personagens de anime no seu currículo.

    Eis que no final de 2024 se eu não me engano, o Kaji anunciou o lançamento de um software de síntese de voz criado por ele mesmo, chamado Soyogi Soyogi, que foi desenvolvido como parte de um projeto de IA chamado Soyogi Fractal. A ideia era comemorar os seus 20 anos na indústria de atuação de voz e fazer com que várias pessoas experimentassem esse software para criar várias obras de um jeito legal, sem ferir os direitos da utilização da voz.
    Na época eu achei bem legal e interessante, principalmente hoje em dia que a questão do uso de IA é uma pauta mundial que está sendo discutida em vários ramos da arte e da tecnologia.
    O tempo passou e eu simplesmente esqueci que ele tinha a ideia de lançar músicas com o Soyogi Soyogi, hahaha. Mas, eis que na semana passada, o Soma Saito tocou uma das músicas dele no rádio pessoal e eu decidi aproveitar para ir atrás e ouvir tudo.

    Por isso, hoje eu vou falar sobre "0rigin", álbum que foi lançado no dia 21 de novembro. Esse é o primeiro álbum do Soyogi Soyogi e tem nada mais, nada menos do que 18 faixas. Sinceramente foi uma surpresa para mim, porque é um CD bem longo até mesmo para ser um full album, que normalmente tem 12. 
    Eu não vou escrever sobre todas as faixas, mas pelo menos vou comentar sobre as que os artistas que eu conheço produziram ou das que eu gostei muito — escrevendo isso, mas é bem provável que eu fale sobre quase todas, hahaha.

    Inclusive, por isso mesmo eu não vou deixar a tracklist, mas como sempre, vocês podem ouvir tudo pelo Spotify.

quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Review: Daruma: Identidade

    Há alguns meses, eu escrevi o texto sobre o primeiro quadrinho do Monge Han que foi lançado pela Editora Pitaya, Daruma: Perseverança. E, agora em novembro, a sua continuação, Daruma: Identidade, lançou pela mesma editora. Quem tiver interesse em comprar, ele está disponível para compra online na Amazon, em livrarias e na própria loja da editora.
    Eu até demorei um pouco mais do que eu pretendia para escrever esse texto, porque eu realmente chorei lendo esse volume — sim, foi uma coisa bem inesperada, ainda mais considerando que eu não choro muito lendo.


    O primeiro volume de Daruma já tinha me emocionado bastante. Eu lembro de ter comentado no texto anterior que uma das coisas mais legais do Monge é como ele consegue equilibrar muito bem o humor com uma crítica social, cenas de ação e elementos das culturas que vêm do Oriente. E nesse novo volume, é exatamente isso que acontece também.
    Se em Daruma: Perseverança nós acompanhamos um pouco da história da Yumi, aqui, o protagonismo da história foca mais no Yangui, seu melhor amigo e que também trabalha com ela no Cisne Dourado. A relação entre os dois continua muito forte aqui, e enquanto a Yumi continua se esforçando para conciliar suas duas identidades, o Yangui continua a apoiando. Até um dia em que um novo ataque ao Cisnce Dourado acontece e mexe com a vida dele amigo, fazendo com que ele tenha que tomar decisões difíceis para tentar salvar aqueles que ama.

terça-feira, 25 de novembro de 2025

Review: The Colors Within (Kimi no Iro)

     Já faz algum tempo que eu estava procurando um filme chamado Kimi no Iro para assistir. Eu havia assistido ao trailer e lido a sinopse e achei bem interessante. Esse filme foi produzido pelo estúdio Science Saru, com direção da Naoko Yamada (A Silent Voice, K-On!) e roteiro da Reiko Yoshida (A Silent Voice, O Reino dos Gatos) e lançou em 2024, mas ele nunca chegou em nenhum streaming daqui do Brasil. Mas eis que hoje eu encontrei ele sem querer online e finalmente tive a oportunidade de assistir! Inclusive quem tiver interesse, eu assisti por aqui legendado em inglês.


    O filme conta a história de Totsuko, uma garota que tem a capacidade de ver as “cores” das emoções das pessoas. Para impedir que seus amigos e família se afundem em sentimentos ruins, ela tenta lidar com as coisas da melhor maneira possível usando sua habilidade para tal. Certo dia, em uma livraria, ela encontra uma outra menina com uma cor incrivelmente bela e um garoto apaixonado por música que está tentando formar uma banda. E é aí que a história começa.

    A primeira coisa que eu mais achei incrível nesse filme é ele abordar e conseguir representar a sinestesia. Sendo bem simples, sinestesia é um fenômeno neurológico onde a estimulação de um sentido desencadeia automaticamente a percepção de outro, criando experiências sensoriais únicas. No caso do filme, seria algo como ouvir cores e sentir sons.

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Review: FACE - Mamoru Miyano

     Demorou um tempinho, mas finalmente hoje dia 19 de novembro de 2025, o álbum novo do Mamoru Miyano, FACE, lançou! Acho que faz pelo menos uns 3 anos que ele não lançava um álbum completo — desde "THE ENTERTAINMENT", em 2022 — então eu fiquei bem animada, principalmente para ouvir as músicas novas.

    Por outro lado, eu também gostei muito de revisitar as músicas que já foram lançadas, ainda mais considerando que eu não tenho ouvido o Mamoru com a mesma frequência de antes. Deu mesmo para perceber como ele tem e mostra diversas "faces" (ou rostos) nas canções que compõe — principalmente nessa questão também estar sempre se reinventando.

    Esse álbum possui três músicas novas: VACATIONATING, Kiss me now零光 (Reikou).

quarta-feira, 5 de novembro de 2025

Review: Nuance - Soma Saito

     Praticamente depois de um ano sem lançar música nova, finalmente o novo EP do Soma Saito, "Nuance", lançou hoje, dia 5 de novembro! Eu de verdade fiquei mega animada, porque dessa vez ele decidiu trazer uma coisa um pouco mais variada do que no "Fictions". Inclusive essa capa do CD é provavelmente a minha coisa favorita com essa textura que parece de pinceladas e as cores pastéis - que convenhamos, combina muito com ele.

    Hoje, vou falar um pouco desse EP e das minhas impressões e sensações que eu tive com ele. Já adiantando que foi uma grande viagem. Ele está disponível no Spotify.


    Antes de começar a falar das músicas em si, eu queria dizer que ouvir "Nuance" foi uma experiência muito nova. Isso porque o Soma, até onde eu me lembro, sempre fez os álbuns e EPs tendo em mente a ordem das músicas e um conceito mais definido. Não é à toa que eu falo que ouvir as músicas dele é basicamente como ler um livro.
    Mas aqui — e ele mesmo disse isso em entrevistas e programas — a ideia era não ter um conceito, e ser mais um compilado de músicas que ele fez mesmo. Inclusive porque todas as faixas são muito diferentes umas das outras, o que sinceramente é incrível e mostra realmente como o Soma é um artista muito versátil. 
    Inclusive, foi muito legal que algumas músicas lançaram mais cedo, então eu tive tempo suficiente para tentar entender e sentir um pouco melhor cada uma. E exatamente por isso que inclusive está dando para postar o texto hoje, no dia do lançamento.

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Review: Kenkō de Bunkateki na Saitei Gendo no Seikatsu - Soma Saito

     Esse vai ser o primeiro texto que eu vou escrever de forma bilíngue. A ideia é a mesma de escrever de um jeito leve, mas como é a primeira vez que vou escrever a minha opinião em japonês pode ser que alguma coisa saia errada, então já peço desculpas antecipadas. Espero que gostem.
    これは、初めて書く日本語とポルトガル語のレビューです。日本語でこういう文書を書くのが初めてなので、もし過ちがあったらすみません。よろしくお願いします。




    Provavelmente vocês lembram de textos anteriores sobre o Soma Saito nesse blog. Normalmente eu abordo mais o Soma como cantor, pois eu gosto muito das canções que ele cria. Mas quem lembra, na primeira review que eu fiz sobre o EP Yin/Yang, eu comentei que ele também é escritor.
    おそらく、前に斉藤壮馬さんについて書いたことを覚えている方もいるかもしれません。私は壮馬さんの音楽がとても好きで、普段は壮馬さんの音楽活動について語る機会が多いです。最初に書いた陰/陽のEP(ポルトガル語のみ)のレビューで、壮馬さんも文書を書いていることに少し触れたことがありました。

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Review: Anne de Avonlea - Lucy Maud Montgomery

    Na temporada passada de animes eu assisti à um anime chamado "Anne Shirley". Sinceramente, eu não fazia ideia de quem era Anne Shirley e muito menos que essa história era uma adaptação de contos de uma escritora canadense chamada Lucy Maud Montgomery. Enfim, eu assisti todos os episódios, adorei a história e num belo dia eu encontrei o segundo volume vendendo numa livraria do shopping sem querer. Eu só não tinha prestado atenção que era o segundo, mas tudo bem — até porque eu estava assistindo o anime e uma parte dele adaptou esse livro também.

    Para quem não conhece, essa série de livros conta a história Anne Shirley, uma garota órfã que foi para Green Gables após ser adotada por um casal de idosos chamados Marilla e Mathew Cuthbert. A menina curiosa de onze anos muda completamente a rotina dos dois, se mostrando curiosa, sonhadora e aventureira. Toda a história basicamente gira em torno do crescimento de Anne.

    Até onde eu entendi cada volume vai mostrando uma fase da vida de Anne. Esse segundo volume já aborda uma fase em que ela está entrando na fase adulta aos 16 anos — naquela época ter essa idade já era considerada adulta, nossa senhora — e decide se tornar professora da escola de Avonlea, enquanto o primeiro volume fala mais sobre a infância dela em Green Gables. Para quem assistiu o anime, os episódios que adaptam esse segundo volume são mais ou menos do 11 ao 16 (se eu não estiver enganada).



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Review: THE LOVE - Mamoru Miyano

    Provavelmente alguém deve ter pensado quando eu finalmente escreveria sobre um álbum do Mamoru Miyano nesse blog. Na verdade, eu estava esperando sair o álbum novo para falar dele, mas até lá ainda tem um tempo, então hoje eu vou falar de outro que é um dos favoritos dele. THE LOVE, lançado em 2017. Ele está disponível para ouvir no Spotify.

    Quem me conhece já há um tempo sabe que Mamoru Miyano é o meu artista favorito de toda a minha vida (junto do Soma Saito e não, eu não consigo escolher um dos dois). Só faz uns 16 anos que eu sou fã dele — sim, eu conheci ele quando tinha uns 12 anos mais ou menos, eu era absurdamente nova —, e eu sempre falo todo ano o quanto sou grata pela música desse homem ter aparecido na minha vida. O tanto que ela me ajudou e me ajuda até hoje e que muito do que eu acredito em relação ao amor e às pessoas, o modo como eu tendo a agir em relação à tudo isso é graças à ele. Inclusive é algo tão forte dentro de mim que é até difícil de descrever. 

    Eu na verdade tenho uma história muito pessoal com esse álbum. Ele lançou em 2017, bem na época que eu tive o meu primeiro namorado. Por muito tempo THE LOVE foi uma coisa que eu associava à momentos que eu passava com ele, e principalmente como as músicas conseguiam descrever mesmo esse sentimento de amor, naquela época, romântico. Enfim, coisas aconteceram, nos separamos e por um tempo eu não tive coragem de ouvir esse álbum de novo. Por mais que eu gostasse muito, ouvir as músicas começou a me machucar de um certo modo por me fazer lembrar de momentos que eu sabia que não voltariam mais. 

    Mas ainda bem que tudo passa, as coisas mudam e o jeito como a gente sente as mesmas coisas também vão mudando com o passar do tempo. Por isso que dessa vez eu pensei em ouvir tudo de novo e ver o que acontecia. Foi uma experiência bem legal e acho que eu consegui sentir algumas músicas de um jeito diferente do que naquela época.

    Acho que exatamente por ser fã do Mamoru por muito tempo, eu tenho muitas memórias de vários momentos em que a música dele foi o meu apoio e que sempre me fez sentir um pouco menos solitária, principalmente quando eu tinha que superar as minhas dificuldades por mim mesma. Isso não foi diferente com esse álbum. 

    Assim como em Prema do Fujii Kaze, aqui o Mamoru aborda o tema do amor. Não só o amor romântico, mas num sentido um pouco mais amplo de apoio e principalmente acolhimento, dando exatamente essa sensação de você não estar sozinho, de que você não precisa ter medo, que vai dar tudo certo. Você só precisa acreditar em si mesmo e no amor que você tem dentro de si. 

    Hoje eu vou tentar falar um pouco sobre isso e como eu me senti revisitando cada música desse álbum depois de tanto tempo.



quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Review: Nada Aparentemente Termina Iniquieto - Caetano Grippo

     Se tem uma coisa que eu sempre odiei em toda minha vida, com certeza são as histórias com toque de terror. De uns anos pra cá eu até tenho tido um pouquinho mais de contato com esse gênero - mas bem pouco mesmo - por conta de alguns amigos que gostam muito mesmo desse tipo de história. Mas até hoje o terror passa longe de ser o meu gênero favorito e eu sempre fico brincando com os meus amigos falando coisas como: "pra que eu preciso consumir esse tipo de coisa se a minha casa parece uma mansão mal assombrada à noite e eu vejo vultos passando pela porta do meu quarto?"

    Enfim, acho que a única coisa desse gênero que eu consigo consumir um pouco são os animes, muitas vezes por conta do elenco e provavelmente porque na grande maioria das vezes é 2D, então não me dá tanto medo. Até porque eu sou aquele tipo de pessoa que fica com medo de dormir e/ou acaba tendo pesadelos com as coisas que eu li ou assisti.

    Inclusive quem me conhece deve estar se perguntando mas porque raios eu, logo eu, estou fazendo um texto sobre contos que são meio de terror? Não é porque é Outubro, nem é porque é o mês do Halloween, apesar de ser mera coincidência.

    O motivo é simples: "Nada Aparentemente Termina Iniquieto" foi escrito por um queridíssimo amigo meu da época da faculdade, Caetano Grippo. Para aproveitar o clima, eu decidi cumprir a minha promessa de falar sobre ele. Incluisve, um beijo pra você, meu querido.


  

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Review: インビジブル / Invisible - SHINKIRO&Co. (Tatsuhisa Suzuki)

     Desde o disband do OLDCODEX, uma banda de rock japonesa formada pelo Tatsuhisa Suzuki - que também é dublador - e o YORKE - um pintor japonês em 2022, eu fiquei esperando pelo dia que o Tatsu voltaria a cantar. Eu acompanho o trabalho dele mais ou menos desde 2016 por conta do anime Free!. Uma das coisas que eu mais gostava no OLDCODEX era a junção que eles faziam entre arte e música, principalmente nos MVs e nos shows com o live painting junto das canções.

    Pois bem, coisas aconteceram, principalmente com o caso dele com a LiSA, que pelo menos todo mundo que é da bolha dos animes deve conhecer por conta do Kimetsu no Yaiba. Depois do caso, o Tatsuhisa literalmente perdeu a banda e eu fiquei extremamente triste. Triste porque foi o OLDCODEX que me fez ter essa coisa de associar músicas com a arte e incorporar um pouco disso nos meus projetos de desenho abstrato.

    Vários anos se passaram e vira e mexe eu ficava pensando muito se ele voltaria a cantar algum dia. Apesar das músicas do OCD serem mais "tristes" e melancólicas, eu gostava muito da voz dele cantando. E bom, eu fiquei muito feliz mesmo de ver que ele conseguiu dar a volta por cima e agora voltou de modo solo com seu novo EP "インビジブル / Invisible".

    Infelizmente esse EP não está no Spotify, mas dá pra ouvir ele no YouTube Music.

 


    

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Review: Collar x Malice (Nintendo Switch)

 

Ficha Técnica
Lançamento: 25 de junho de 2020 no Ocidente
Produtora: Idea Fatory e Otomate
Distribuição e Localização: Aksys Games

    Collar x Malice é um Otome game desenvolvido e publicado pela Idea Factory e pela Otomate. Ele foi lançado para PlayStation Vita em 18 de agosto de 2016, no Japão, e pela Aksys Games na América do Norte e Europa em 28 de julho de 2017. Em 2020, foi lançada a versão de Nintendo Switch, o qual vou comentar hoje.
    Confesso que jogar Collar x Malice sempre foi um dos meus sonhos desde que comecei a jogar Otome games lá nos anos 2010 no PSP. Todo mundo falava que era muito bom, mas eu nunca tive um PS Vita e nem sabia mexer em emuladores direito. Ele também nunca esteve à venda na eshop brasileira depois que o Switch lançou (e continua não estando). Mas, um belo dia eu achei ele vendendo na versão física pela Amazon e obviamente não ia perder a oportunidade, né.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Review: Card Captor Sakura (anime)

    Desde pequena eu sempre gostei muito de Card Captor Sakura. Lembro vagamente de ter assistido algumas vezes na televisão aberta durante as manhãs quando era criança, mas sinceramente nunca tinha assistido todos os episódios de uma vez. Até porque às vezes eu perdia a hora, tinha que ir para a escola e coisas do tipo. 

    A minha lembrança mais vívida foi ter jogado o jogo de PS1 que cobria até o episódio do teste de coragem, e de uma vez ter impresso as Cartas Clow (ou as Cartas Sakura, não lembro direito) e levado para a escola brincar com a minha amiga. Eu também adorava o segundo filme da Carta Selada, provavelmente foi um dos filmes que eu mais assisti quando era criança, e meus pais não aguentavam mais ouvir o Making-off da versão brasileira da música tema com a mulher cantando/gritando "pra ter você posso até voar".

    Pois bem, com a comemoração de 25 anos de Sakura, decidiram retransmitir todos os episódios clássicos dublados no YouTube, num canal chamado NAISU TV. Eis então que eu pensei que essa era a minha chance de poder finalmente assistir todos os episódios dublados em português do Brasil e falar sobre eles - eu fiz um fio enorme no Twitter que durou 7 meses, comentando todos os episódios em todos os dias que tinha transmissão. Além disso, em maio também abriram um café temático na Liberdade, em São Paulo, no prédio da loja Akiba Station.

    Considerando o sucesso de Sakura aqui no Brasil nos anos 90, eu acho bem difícil que tenha alguém da minha época que não deva ter pelo menos ouvido esse nome em algum momento. Mas, de qualquer jeito vou dar uma breve apresentação e as minhas impressões do anime clássico, não do mangá - ainda não tive a oportunidade de completar a minha coleção, nem a do original e muito menos do Clear Card.



sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Review: Solanin - Inio Asano

     Há alguns anos eu li "Solanin", na versão de dois volumes. Eu já conhecia o Inio Asano por conta do "Boa noite, Punpun" (em japonês Oyasumi Punpun), mas acabei não lendo esse mangá por terem me dito que era muito pesado. 

    No entanto, essa obra de hoje me chamou atenção, principalmente porque o título era o mesmo de uma música do Asian Kung-Fu Generation, uma das bandas que eu mais ouvi quando era mais nova por conta de temas de anime. Eis então que um dia eu achei a versão de volume único que também tinha ilustrações e um pósfacio do autor e decidi comprar para reler - Eu só demorei um ano pra fazer isso, mas consegui. E é sobre ele que vou falar hoje.

terça-feira, 16 de setembro de 2025

Review: Yin/Yang - Soma Saito

     No texto sobre "In a Safe Place" do The Album Leaf eu falei que tinha conhecido esse artista por conta do Soma Saito, um dublador, cantor e escritor que eu acompanho desde 2023 mais ou menos. Pois bem, eu fiquei pensando muito sobre qual álbum falar primeiro - porque eu literalmente gosto de todos, no nível de escutar todos os dias em algum momento.

    Hoje, decidi falar do terceiro EP, Yin/Yang (em japonês 陰/陽), lançado em 2022. Quem me conhece provavelmente deve estar chocado de eu estar falando sobre esse álbum primeiro e não de in bloom, mas acho que é um momento bom pra isso. E não se preocupem, em algum momento eu vou sim falar sobre in bloom.

    Como Yin/Yang é um EP, ele é mais curtinho e tem apenas 6 músicas - 7 se considerar o Secret Track, mas não vou falar dela aqui porque ela só tem mesmo no CD físico. Vocês podem encontrar esse EP para ouvir aqui no Spotify.

    



quinta-feira, 11 de setembro de 2025

Review: In a Safe Place - The Album Leaf

     De uns tempos pra cá eu comecei a ouvir alguns estilos de música que não estou muito acostumada. Isso foi por influência do Soma Saito, um dublador e cantor japonês que eu faço parte do fã clube oficial (em algum momento eu vou falar sobre ele aqui, é só uma questão de tempo). Todo dia no fã clube ele traz uma recomendação de alguma coisa junto de um comentário bem simples de duas linhas. Hoje, no dia que eu estou escrevendo e postando esse texto, ele recomendou uma música chamada Hill of Gold de um grupo americano chamado The Album Leaf.

    Eu gostei bastante dessa música e logo depois fui dar uma ouvida na discografia deles no Spotify. Ainda não ouvi tudo, mas uma coisa que eu gostei muito é que uma boa parte delas são mais instrumentais - o que sinceramente é ótimo para deixar de fundo enquanto você precisa fazer outras coisas.

    Hoje eu vou falar um pouco do primeiro álbum deles, que chama "In a Safe Place", lançado em 2004, mesmo que "Hill of God" não faça parte dele.

    

terça-feira, 9 de setembro de 2025

Review: Prema - Fujii Kaze

    Em algum momento da minha vida (não lembro exatamente quando), eu conheci o Fujii Kaze. Lembro que eu estava vendo o YouTube de forma aleatória e em algum momento eu caí no MV de "Matsuri" e simplesmente tinha achado a coisa mais incrível do mundo. A coisa que tinha me chamado mais atenção nesse clipe com certeza foi não só a melodia, a composição do vídeo e a letra. Mas assistir me deu uma sensação muito diferente. Apesar de ser uma música japonesa, ter elementos do Japão, o estilo meio "largado" do Fujii cantar e se expressar foi o que mais me chamou atenção.

    Mas eu sinceramente nunca fui de acompanhar o trabalho dele de perto e também nunca cheguei a falar sobre ele com nenhum dos meus amigos. Mas, num certo dia, a minha amiga Lua tinha comentado sobre ele e eu fiquei "nossa, alguém conhece o Fujii Kaze, como assim?!". E foi a partir daí que eu comecei a acompanhar mais o trabalho dele (obrigada, Lua!)

    Enfim, eis que essa semana, no dia 5 de setembro de 2025, ele lançou seu novo álbum, "Prema".

    O Fujii já é meio conhecido por fazer coisas meio diferentes nas músicas, e dessa vez foi igual. Prema é o primeiro álbum que ele lançou com todas as canções em inglês. Isso é uma coisa que eu achei muito interessante, porque sim, ele é japonês, mas possui bastante influência internacional. Inclusive ele participa de eventos fora do Japão e esse ano ele vai para o Loolapalooza na Índia! - bem que ele poderia vir pra cá também, quem sabe um dia.

    Hoje eu vou falar um pouco sobre o que eu achei desse novo álbum, mas deixando claro que eu não tenho nenhuma formação de música, então não vai ser nada muito específico, só o que eu senti ouvindo cada música mesmo.


domingo, 7 de setembro de 2025

Impressões: Hypnosis Mic 11th LIVE≪Final D.R.B≫Fling Posse & Matenro - Day 1& Day2

     Nos dias 6 e 7 de setembro de 2025, aconteceu o 11º show do Hypnosis Mic: Division Rap Battle, um projeto multimíidia da gravadora King Records. Sim, esse já é o 11º show, e considerando que HypMic lançou em 2017 com os primeiros singles de cada grupo, é uma estrada bem andada. Esse é o segundo show de Hypmic que eu consigo assistir, o primeiro foi o Fan meeting do Fling Posse que teve bem no começo do ano.

    O show está disponível para compra no ABEMA Live Global para quem é de fora. Day 1 e Day 2 foram vendidos separadamente. Caso queiram comprar, aqui é o Day 1 e aqui o Day 2.


    Pra ser bem sincera, até pouco tempo atrás eu não era muito chegada em HypMic. Eu lembro que há uns anos eu tentei assistir o anime que tinha disponível na Crunchyroll, mas no primeiro momento eu estranhei muito e desisti - eu realmente fiquei, meu Deus que negócio é esse.

    Até porque a história era uma coisa meio esquisita pra mim.

    Mas primeiramente, sobre o que é Hypnosis Mic? 

terça-feira, 26 de agosto de 2025

Review: Daruma: Perseverança - Monge Han

    Esses dias tinha visto um post do Monge Han (@mongehan nas redes) no Instagram falando sobre a continuação do seu primeiro quadrinho autoral, Daruma, e uma coisa muito bacana de colocar as fanarts de algumas pessoas no volume 2. Então, pra fazer a minha fanart, eu decidi reler o primeiro volume depois de um tempo, e me deu vontade de escrever aqui também. 


    De uma forma bem simples, Daruma conta a história da Yumi, uma moça amarela-brasileira. Desde que conheceu o símbolo do Daruma, ela sempre fez o mesmo pedido, mesmo que agora seus pais não estejam mais presentes fisicamente. Os anos se passaram, e agora ela trabalha num mercadinho com seu melhor amigo, enquanto sua irmã, Sayuri está na escola dando o seu melhor brigando, e seu irmão Kenji está prestes a entrar na faculdade de medicina. No entanto, um desastre ocorre em sua família, fazendo com que a protagonista tenha que recorrer ao Daruma uma última vez e fazendo com que ela descubra um novo mundo e novas realidades.
    
    Com certeza uma das coisas que eu mais gosto nessa história é como ela é bem fluida. Você começa a ler o quadrinho e simplesmente não consegue parar até acabar. Outra coisa que é bem legal é que a linguagem é bem atual (eu ia dizer leve, mas não é exatamente leve, considerando que tem palavrões, haha). Há bastante uso de gírias, o que reforça a imagem jovial, principalmente da Yumi.

    Falando nela, inclusive, eu gostei muito que a Yumi é uma personagem super carismática e com uma presença bem forte desde o começo. Ela é animada, extrovertida, mas também tem o seu lado sensível. Os outros irmãos também possuem traços bem característicos e personalidades únicas, mesmo que eles não sejam tão desenvolvidos. O Kenji, ele é um fofo e a Sayuri, apesar de ser mais fechada, tambem tem seu charme.
Além disso, uma coisa que eu achei muito legal mesmo foi a ficha dos personagens. Não só porque é legal saber sobre eles mesmos, mas o fato de cada um ter uma Playlist me agradou muito! Foi bem divertido ouvir cada uma das Playlists, elas casam muito com a personalidade de cada um e isso também faz com que você imagine como eles são pra fora do qudrinho.

    Assim como as artes e os outros quadrinhos do Monge, também não podia faltar a critica sociopolítica. Isso é uma coisa que eu particularmente sempre admiro muito no Monge, porque acho muito difícil de fazer, principalmente dentro de uma história desse tipo. E não só fazer a crítica, mas trazer ela de um jeito que não soe super apelativo, fazendo ela se mostrar atual pra época que foi publicada. Felizmente aqui o Monge Han consegue fazer isso de forma bem legal, representando algumas de um jeito mais "sutil" – como o Kaio Kinoshita – e algumas mais diretas – como as falas mais racistas contra alguns personagens do círculo da protagonista e contra ela também.

    E nāo só de política e família que se fala em Daruma, mas também há elementos da cultura japonesa nessa história (além do dito cujo) com a representação de yokais como o Kappa e o Tanuki. Eu gostei muito de como eles foram introduzidos e ficaram bem legais no design de personagem.
    
    E a última coisa que eu gostaria de comentar como Paulista, foi a sensação de proximidade que eu senti, principalmente na cenas do metrô com a frase "próxima estação...", hahaha. Confesso que eu li essa cena com a voz da mulher do metrô mesmo. 

    Com certeza Daruma é uma história que te faz rir, chorar, se divertir e até mesmo refletir. E o que ficou pra mim particularmente é que, no final, mesmo que você peça um pedido pra um Daruma pintando um dos olhos –ou pra qualquer outra representação ou simbolo que traga essa ideia de realizar pedidos–, quem vai realizar o próprio pedido é você mesmo. 

    Essa é uma leitura que eu recomendo fortemente, principalmente agora que o volume 2 vai lançar!!
    Vocês podem adquirir esse primeiro volume na Amazon.

segunda-feira, 11 de agosto de 2025

Mini Review: Entre olhares e gestos

Faz um tempo que eu não lia nenhum quadrinho nacional. Dessa vez, meus amigos artistas queridos Chung (@chungie nas redes) e Jaco (@yuriico_) fizeram uma história em quadrinho com seus personagens originais.
A sinopse é super simples: Oliver, um agricultor e Shin, um chefe de cozinha acabam se conhecendo numa lavanderia e acabam se encontrando várias vezes nesse local. Eles trocam olhares e pequenos gestos, e pouco a pouco começam a se aproximar.

É uma história que realmente dá uma sensação de ser mais comum ao representar momentos cotidianos e triviais, mas acho que exatamente por isso que é tão aconchegante. Um encontro casual, interações sutis, pequenos gestos simples e momentos que se mostram valer mais do que palavras, mas de um jeito muito delicado. Inclusive palavras são coisas que Oliver e Shin não utilizam, fazendo jus ao nome da zine. As únicas palavras que são utilizadas aqui são para representar sons e os movimentos sutis de cada personagem.

Os traços característicos de Chung –ilustrdora das cenas do Shin– e de Yuriico –ilustrador das cenas do Oliver–, que se intercalam de acordo com a perspectiva de cada personagem durante toda a leitura, trazem uma experiência única.

Outra coisa que eu gostei muito foi a ficha dos personagens no final da zine. Foi muito gostoso poder conhecer um pouco mais deles de forma mais detalhada e eu inclusive gostei muito que também foi colocado a paleta de cores do Shin e do Oliver. (Vai ajudar muito a fazer uma fanart!!)

Essa é uma leitura super reconfortante, perfeita pros dias em que você se sente cansado e precisa de um aconchego. Impossível não recomendar! Normalmente a zine está a venda nas lojinhas online das artistas quando elas abrem (no momento que estou lançando esse texto, as lojinhas já fecharam :')) e também em eventos de Artist Alley que elas participam.

Para comprar, eu aconselho ficarem de olho no Instagram e no bluesky/twitter deles!

Chungie: @chungie_ (twitter); @chungi-art.bsky.social (blusky); @chungi_art (insta)

Yuriico: @yuriico_ (twitter); @yuriico.bsky.social (bluesky); @yuriico_ (insta)

quarta-feira, 18 de junho de 2025

Impressões: Virche de La Fin -LyriC:memory - 終遠のヴィルシュ LyriC:memory

    No dia 15 de junho de 2025 aconteceu o evento Otomate Dramatic Theater vol.03 re "Virche de La fin -LyriC:memory-", em Tóquio, no Japão. Felizmente, houve uma transmissão ao vivo de forma paga que foi disponibilizada para o público internacional. E eu, como grande fã da série "Virche Evermore", não pude deixar de conferir ao vivo e em cores!

    Só para contextualizar, a Otomate, empresa que fez os jogos do Virche, faz alguns eventos sobre seus títulos. Às vezes, são eventos que envolvem mais de uma obra - o famoso Otomate Party - e também esses conhecidos como "Dramatic Theater"(オトメイトドラマティックシアター), que são focados em um Dramatic Reading (basicamente a leitura de uma história com formato de roteiro, como se fosse uma peça) de uma obra específica. Virche Evermore inclusive já teve outros dois volumes, mas não cheguei a ver como eram as histórias dessas outros eventos.

    Essa foi a minha primeira vez participando - sempre foi um sonho meu desde o Otomate Party -, então eu fiquei genuinamente feliz de ver que finalmente havia chegado a minha chance de assistir o elenco que eu tanto admiro dando voz aos personagens que eu tanto amo, tudo ao vivo e a cores! 

    As transmissões estão disponíveis para compra por aqui até dia 29 de junho de 2025! Cada ingresso saiu 5460 ienes (R$ 210 na cotação de 14/06/25). Sim, não é barato. A transmissão infelizmente não tem legendas em inglês, nem tradução simultânea, então considere esse ponto, vai estar tudo em japonês, inclusive o after talk.

    Dessa vez houveram duas transmissões, o Day Time e o Night Time. Apesar de ambos terem a mesma linha, suas histórias e finais são diferentes, o que faz você querer comprar os dois ingressos - e foi o que aconteceu comigo.


Fonte: Otomate

quarta-feira, 28 de maio de 2025

Review: Virche Evermore – EpiC:Lycoris-

 

Ficha Técnica
Lançamento: 7 de novembro de 2024 no Ocidente
Produtora: Otomate
Distribuição e Localização: Aksys Games

    Originalmente lançado em setembro de 2023 no Japão e em novembro de 2024 no Ociente, Virche Evermore Epic Lyocris é um fan disc da série Virche Evermore: Error Salvation.

    Por ser um fandisc, já acho bom deixar claro que a review vai basicamente estar com spoilers, já que o objetivo desse jogo é acrescentar alguns detalhes do primeiro, trazer novos finais e também novas histórias a partir das rotas do seu antecessor. Aqui vou trazer um pouco das minhas impressões sobre cada rota de modo mais especifico, então eu aconselho que você jogue o primeiro jogo e esse aqui antes de ler – a menos que você não se importe e isso não vá afetar a sua experiência.

    Em questão de horas de jogo, no total levei 95 horas (sendo que pelo menos metade desse tempo eu deveria estar chorando ou revoltada e com raiva, hahaha)

    E é sempre importante lembrar – apesar de nessa altura do campeonato vocês já terem noção – de jogar no seu ritmo e, se necessário, dar pausas. Inclusive às vezes uma pausa de ir jogar alguma outra coisa para equilibrar, porque com certeza vocês também vão chorar aqui.

 

Review: Tsugumi - Banana Yoshimoto

     Há algum tempo tinham me falado sobre um livro de uma escritora chamada Banana Yoshimoto. A autora possui diversas obras traduzidas par...