terça-feira, 21 de outubro de 2025

Review: Anne de Avonlea - Lucy Maud Montgomery

    Na temporada passada de animes eu assisti à um anime chamado "Anne Shirley". Sinceramente, eu não fazia ideia de quem era Anne Shirley e muito menos que essa história era uma adaptação de contos de uma escritora canadense chamada Lucy Maud Montgomery. Enfim, eu assisti todos os episódios, adorei a história e num belo dia eu encontrei o segundo volume vendendo numa livraria do shopping sem querer. Eu só não tinha prestado atenção que era o segundo, mas tudo bem — até porque eu estava assistindo o anime e uma parte dele adaptou esse livro também.

    Para quem não conhece, essa série de livros conta a história Anne Shirley, uma garota órfã que foi para Green Gables após ser adotada por um casal de idosos chamados Marilla e Mathew Cuthbert. A menina curiosa de onze anos muda completamente a rotina dos dois, se mostrando curiosa, sonhadora e aventureira. Toda a história basicamente gira em torno do crescimento de Anne.

    Até onde eu entendi cada volume vai mostrando uma fase da vida de Anne. Esse segundo volume já aborda uma fase em que ela está entrando na fase adulta aos 16 anos — naquela época ter essa idade já era considerada adulta, nossa senhora — e decide se tornar professora da escola de Avonlea, enquanto o primeiro volume fala mais sobre a infância dela em Green Gables. Para quem assistiu o anime, os episódios que adaptam esse segundo volume são mais ou menos do 11 ao 16 (se eu não estiver enganada).



sexta-feira, 17 de outubro de 2025

Review: THE LOVE - Mamoru Miyano

    Provavelmente alguém deve ter pensado quando eu finalmente escreveria sobre um álbum do Mamoru Miyano nesse blog. Na verdade, eu estava esperando sair o álbum novo para falar dele, mas até lá ainda tem um tempo, então hoje eu vou falar de outro que é um dos favoritos dele. THE LOVE, lançado em 2017. Ele está disponível para ouvir no Spotify.

    Quem me conhece já há um tempo sabe que Mamoru Miyano é o meu artista favorito de toda a minha vida (junto do Soma Saito e não, eu não consigo escolher um dos dois). Só faz uns 16 anos que eu sou fã dele — sim, eu conheci ele quando tinha uns 12 anos mais ou menos, eu era absurdamente nova —, e eu sempre falo todo ano o quanto sou grata pela música desse homem ter aparecido na minha vida. O tanto que ela me ajudou e me ajuda até hoje e que muito do que eu acredito em relação ao amor e às pessoas, o modo como eu tendo a agir em relação à tudo isso é graças à ele. Inclusive é algo tão forte dentro de mim que é até difícil de descrever. 

    Eu na verdade tenho uma história muito pessoal com esse álbum. Ele lançou em 2017, bem na época que eu tive o meu primeiro namorado. Por muito tempo THE LOVE foi uma coisa que eu associava à momentos que eu passava com ele, e principalmente como as músicas conseguiam descrever mesmo esse sentimento de amor, naquela época, romântico. Enfim, coisas aconteceram, nos separamos e por um tempo eu não tive coragem de ouvir esse álbum de novo. Por mais que eu gostasse muito, ouvir as músicas começou a me machucar de um certo modo por me fazer lembrar de momentos que eu sabia que não voltariam mais. 

    Mas ainda bem que tudo passa, as coisas mudam e o jeito como a gente sente as mesmas coisas também vão mudando com o passar do tempo. Por isso que dessa vez eu pensei em ouvir tudo de novo e ver o que acontecia. Foi uma experiência bem legal e acho que eu consegui sentir algumas músicas de um jeito diferente do que naquela época.

    Acho que exatamente por ser fã do Mamoru por muito tempo, eu tenho muitas memórias de vários momentos em que a música dele foi o meu apoio e que sempre me fez sentir um pouco menos solitária, principalmente quando eu tinha que superar as minhas dificuldades por mim mesma. Isso não foi diferente com esse álbum. 

    Assim como em Prema do Fujii Kaze, aqui o Mamoru aborda o tema do amor. Não só o amor romântico, mas num sentido um pouco mais amplo de apoio e principalmente acolhimento, dando exatamente essa sensação de você não estar sozinho, de que você não precisa ter medo, que vai dar tudo certo. Você só precisa acreditar em si mesmo e no amor que você tem dentro de si. 

    Hoje eu vou tentar falar um pouco sobre isso e como eu me senti revisitando cada música desse álbum depois de tanto tempo.



quarta-feira, 15 de outubro de 2025

Review: Nada Aparentemente Termina Iniquieto - Caetano Grippo

     Se tem uma coisa que eu sempre odiei em toda minha vida, com certeza são as histórias com toque de terror. De uns anos pra cá eu até tenho tido um pouquinho mais de contato com esse gênero - mas bem pouco mesmo - por conta de alguns amigos que gostam muito mesmo desse tipo de história. Mas até hoje o terror passa longe de ser o meu gênero favorito e eu sempre fico brincando com os meus amigos falando coisas como: "pra que eu preciso consumir esse tipo de coisa se a minha casa parece uma mansão mal assombrada à noite e eu vejo vultos passando pela porta do meu quarto?"

    Enfim, acho que a única coisa desse gênero que eu consigo consumir um pouco são os animes, muitas vezes por conta do elenco e provavelmente porque na grande maioria das vezes é 2D, então não me dá tanto medo. Até porque eu sou aquele tipo de pessoa que fica com medo de dormir e/ou acaba tendo pesadelos com as coisas que eu li ou assisti.

    Inclusive quem me conhece deve estar se perguntando mas porque raios eu, logo eu, estou fazendo um texto sobre contos que são meio de terror? Não é porque é Outubro, nem é porque é o mês do Halloween, apesar de ser mera coincidência.

    O motivo é simples: "Nada Aparentemente Termina Iniquieto" foi escrito por um queridíssimo amigo meu da época da faculdade, Caetano Grippo. Para aproveitar o clima, eu decidi cumprir a minha promessa de falar sobre ele. Incluisve, um beijo pra você, meu querido.


  

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Review: インビジブル / Invisible - SHINKIRO&Co. (Tatsuhisa Suzuki)

     Desde o disband do OLDCODEX, uma banda de rock japonesa formada pelo Tatsuhisa Suzuki - que também é dublador - e o YORKE - um pintor japonês em 2022, eu fiquei esperando pelo dia que o Tatsu voltaria a cantar. Eu acompanho o trabalho dele mais ou menos desde 2016 por conta do anime Free!. Uma das coisas que eu mais gostava no OLDCODEX era a junção que eles faziam entre arte e música, principalmente nos MVs e nos shows com o live painting junto das canções.

    Pois bem, coisas aconteceram, principalmente com o caso dele com a LiSA, que pelo menos todo mundo que é da bolha dos animes deve conhecer por conta do Kimetsu no Yaiba. Depois do caso, o Tatsuhisa literalmente perdeu a banda e eu fiquei extremamente triste. Triste porque foi o OLDCODEX que me fez ter essa coisa de associar músicas com a arte e incorporar um pouco disso nos meus projetos de desenho abstrato.

    Vários anos se passaram e vira e mexe eu ficava pensando muito se ele voltaria a cantar algum dia. Apesar das músicas do OCD serem mais "tristes" e melancólicas, eu gostava muito da voz dele cantando. E bom, eu fiquei muito feliz mesmo de ver que ele conseguiu dar a volta por cima e agora voltou de modo solo com seu novo EP "インビジブル / Invisible".

    Infelizmente esse EP não está no Spotify, mas dá pra ouvir ele no YouTube Music.

 


    

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

Review: Collar x Malice (Nintendo Switch)

 

Ficha Técnica
Lançamento: 25 de junho de 2020 no Ocidente
Produtora: Idea Fatory e Otomate
Distribuição e Localização: Aksys Games

    Collar x Malice é um Otome game desenvolvido e publicado pela Idea Factory e pela Otomate. Ele foi lançado para PlayStation Vita em 18 de agosto de 2016, no Japão, e pela Aksys Games na América do Norte e Europa em 28 de julho de 2017. Em 2020, foi lançada a versão de Nintendo Switch, o qual vou comentar hoje.
    Confesso que jogar Collar x Malice sempre foi um dos meus sonhos desde que comecei a jogar Otome games lá nos anos 2010 no PSP. Todo mundo falava que era muito bom, mas eu nunca tive um PS Vita e nem sabia mexer em emuladores direito. Ele também nunca esteve à venda na eshop brasileira depois que o Switch lançou (e continua não estando). Mas, um belo dia eu achei ele vendendo na versão física pela Amazon e obviamente não ia perder a oportunidade, né.

terça-feira, 30 de setembro de 2025

Review: Card Captor Sakura (anime)

    Desde pequena eu sempre gostei muito de Card Captor Sakura. Lembro vagamente de ter assistido algumas vezes na televisão aberta durante as manhãs quando era criança, mas sinceramente nunca tinha assistido todos os episódios de uma vez. Até porque às vezes eu perdia a hora, tinha que ir para a escola e coisas do tipo. 

    A minha lembrança mais vívida foi ter jogado o jogo de PS1 que cobria até o episódio do teste de coragem, e de uma vez ter impresso as Cartas Clow (ou as Cartas Sakura, não lembro direito) e levado para a escola brincar com a minha amiga. Eu também adorava o segundo filme da Carta Selada, provavelmente foi um dos filmes que eu mais assisti quando era criança, e meus pais não aguentavam mais ouvir o Making-off da versão brasileira da música tema com a mulher cantando/gritando "pra ter você posso até voar".

    Pois bem, com a comemoração de 25 anos de Sakura, decidiram retransmitir todos os episódios clássicos dublados no YouTube, num canal chamado NAISU TV. Eis então que eu pensei que essa era a minha chance de poder finalmente assistir todos os episódios dublados em português do Brasil e falar sobre eles - eu fiz um fio enorme no Twitter que durou 7 meses, comentando todos os episódios em todos os dias que tinha transmissão. Além disso, em maio também abriram um café temático na Liberdade, em São Paulo, no prédio da loja Akiba Station.

    Considerando o sucesso de Sakura aqui no Brasil nos anos 90, eu acho bem difícil que tenha alguém da minha época que não deva ter pelo menos ouvido esse nome em algum momento. Mas, de qualquer jeito vou dar uma breve apresentação e as minhas impressões do anime clássico, não do mangá - ainda não tive a oportunidade de completar a minha coleção, nem a do original e muito menos do Clear Card.



sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Review: Solanin - Inio Asano

     Há alguns anos eu li "Solanin", na versão de dois volumes. Eu já conhecia o Inio Asano por conta do "Boa noite, Punpun" (em japonês Oyasumi Punpun), mas acabei não lendo esse mangá por terem me dito que era muito pesado. 

    No entanto, essa obra de hoje me chamou atenção, principalmente porque o título era o mesmo de uma música do Asian Kung-Fu Generation, uma das bandas que eu mais ouvi quando era mais nova por conta de temas de anime. Eis então que um dia eu achei a versão de volume único que também tinha ilustrações e um pósfacio do autor e decidi comprar para reler - Eu só demorei um ano pra fazer isso, mas consegui. E é sobre ele que vou falar hoje.

Review: A Odisseia

      Acho difícil que alguém não conheça "A Odisseia", de Homero, e a história da Guerra de Troia. Pois bem, esses dias uma amiga...