sexta-feira, 24 de julho de 2026

Review: A Odisseia

     Acho difícil que alguém não conheça "A Odisseia", de Homero, e a história da Guerra de Troia. Pois bem, esses dias uma amiga minha me convidou para assistir por conta do Robert Pattinson e do Christopher Nolan, então decidi ir com ela.
    E eu acabei saindo bem mais feliz do que imaginei, até porque fazia muito tempo que eu não revisitava essa história — a última vez que eu tive contato com ela deve ter sido em algum momento do meu Ensino Fundamental ou Médio.


    Acho que a história em si não precisa de muitas explicações. O filme basicamente se passa depois da Guerra de Troia e acompanha Odisseu, aqui interpretado pelo Matt Damon, e seu exército tentando voltar para Ítaca enquanto enfrentam várias criaturas mitológicas pelo caminho. Enquanto isso, sua família precisa sobreviver à pressão de pessoas que querem tomar o lugar do rei, que foi dado como "desaparecido".

    A produção em si é visualmente maravilhosa. Como essa é uma história da mitologia grega, obviamente os seres místicos teriam uma grande presença aqui, e esse era o ponto que eu ficava pensando em como seria representado. Mas, felizmente, eu achei o CGI bonito e bem trabalhado.


    Em relação à linguagem, eu particularmente ainda não li "A Odisseia" original, mas já ouvi dizer que a linguagem do texto em si é mais complicada de entender. Felizmente, essa adaptação deixou uma narrativa bem linear e fácil de acompanhar, o que ajudou muito.

    Outra coisa que eu achei interessante foi como o filme trabalha a proporção das coisas. Apesar de Odisseu ser um homem muito imponente, diante dos perigos e das circunstâncias que ele atravessa, a sua figura parece muito menor, dando essa impressão de como o homem é pequeno e insignificante, principalmente diante dos deuses.

    Foi realmente interessante acompanhar Odisseu percebendo como ele não é tão imponente e invencível quanto achava, principalmente diante dos deuses. Mais do que uma história de retorno para casa, o filme também mostra uma transformação interna do personagem. Conforme ele enfrenta novos obstáculos, o peso de suas escolhas fica cada vez maior e ele passa a enxergar seus próprios limites. Nesse ponto, a interpretação do Matt Damon também conseguiu expressar bem esse processo.
    Confesso que, em algumas partes, até fiquei com um pouco de pena dele, principalmente ao vê-lo percebendo quantos companheiros perdeu no meio do caminho até conseguir voltar para casa.

    E não só Odisseu me chamou a atenção, mas também gostei de ver como os companheiros de viagem lidavam com os desafios de maneiras diferentes e como isso impactava o grupo no geral.
    Do lado dos que ficaram em Ítaca, eu tenho que falar do Robert Pattinson. Apesar de ele não ter tanto tempo de tela assim, acho que consegue se destacar. Inclusive, achei engraçado que, apesar de tentar ser mais incisivo, ele é um pouco medroso, e isso me rendeu algumas risadas durante a sessão.

    Outro ponto que com certeza merece destaque são as cenas de ação e a trilha sonora, que trazem uma imersão muito maior. Foi impossível tirar os olhos da tela por um momento, e o fato de eu ter assistido em uma sala grande também foi um ponto realmente positivo.
    As cenas que aconteciam no mar, davam mesmo a sensação de você estar a bordo junto dos personagens. Isso superou bastante as minhas expectativas. Os monstros mitológicos também foram representados de uma forma muito bonita, trazendo ainda mais força para esse lado fantástico da história.

    No final, acho que essa adaptação de "A Odisseia" foi uma das coisas mais bonitas que eu vi nos últimos tempos. Ela é incrível, muito envolvente, e você nem sente as três horas passarem. Eu saí da sala com vontade de até tentar ler a obra original de Homero. Com certeza vale muito a pena assistir em uma sala de cinema, e eu provavelmente vou tentar aproveitar para assistir pelo menos mais uma vez enquanto ainda estiver em cartaz.

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