quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Review: Sasaki e Miyano - Shou Harusono

    Hoje, dia 26 de fevereiro de 2026, Sasaki to Miyano, obra de Shou Harusono, completa 10 anos! E é por isso que eu decidi fazer um texto completamente de última hora para falar um pouco sobre ela.
    A obra original, que começou a ser serializada em 2016, conta por enquanto com 11 volumes e mais 4 (se eu não estiver enganada) de um spin-off chamado Hirano e Kagiura. Além disso, também há a adaptação para anime que lançou em 2022 e um filme que saiu no ano seguinte, em 2023. O anime adaptou mais ou menos até o volume 6 do mangá, e o filme adapta principalmente o volume 7.
    O mangá está sendo publicado aqui pela Editora Panini, e está com os lançamentos em dia com o Japão (menos o Hirano e Kagiura, que não lançou ainda por aqui). O anime e o filme estão disponíveis na Crunchryoll, tanto dublado quanto legendado.
    Nesse post eu vou só falar sobre Sasaki e Miyano, porque eu ainda não li Hirano e Kagiura (alô Panini, lance aqui também, por favor!)


     Sasaki e Miyano acompanha a história de dois estudantes do ensino médio. Miyano, um garoto do primeiro ano que gosta de histórias BL (Boys Love), mas que tem um complexo com seu rosto que é afeminado, e Sasaki, seu veterano e que se interessa não só pelos gêneros que o Miyano lê, como pelo próprio Miyano.
    
    A primeira vez que eu tive contato com essa obra, na verdade foi pelo anime, em 2023. Ele é bem curtinho, tem apenas 12 episódios, um especial e um filme, mas só isso já é o suficiente para cativar.
    Provavelmente, a coisa que eu acho mais bonita em Sasaki to Miyano, é que, diferentemente de outras obras BL que eu tenho visto/lido recentemente, ele trata o romance dos dois personagens de forma muito delicada. Desde o primeiro volume/episódio, você claramente sabe da intenção do Sasaki e os sentimentos que ele tem pelo Miyano, mas não é por isso que ele vai ser o personagem que dá em cima e força a barra logo de cara — coisa que eu sinceramente sinto que é comum, pelo menos em outras coisas que eu li e assisti. E eu achei isso muito legal, porque trouxe uma dinâmica um pouco mais próxima da realidade.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026

Review: Soji Souai LOVE

    Você já se imaginou sendo manager de idols? Provavelmente, se você já jogou algum otome game ou assistiu a algum anime de idol, talvez a resposta seja “sim”. Mas e idols com voz bonita que são produtos de limpeza?

    Pois é, essa é a premissa de Soji Souai LOVE, um jogo estilo visual novel/otome, disponível na versão browser e que pode ser jogado tanto no PC quanto no mobile.

    Na verdade, esse jogo faz parte de uma campanha de marketing de uma empresa de químicos e cosméticos do Japão chamada KAO, que foi feita para promover os produtos de limpeza. E, sinceramente, eu achei simplesmente genial. A única parte ruim é que, exatamente por ser propaganda de um produto, está tudo em japonês, mas quem sabe usar um tradutor dá pra se virar?

    Uma das coisas mais curiosas e engraçadas que eu achei nesse jogo foi que eles simplesmente misturaram o corpo de um idol bonitão e, no lugar da cabeça, colocaram os produtos em si. Acho que isso, por si só, já mostrou como o Japão consegue fazer um marketing virar um negócio absurdo.

    No entanto, o mais absurdo é que isso funciona perfeitamente para chamar a atenção, pois veja bem: logo eu, que moro no Brasil e não tenho motivo nenhum para comprar esses produtos, fui convencida a jogar esse negócio.


    A premissa desse jogo é bem padrão de idols. Você, protagonista, vai ser a manager de um grupo idol de limpeza chamado “Shining4”. O grupo é composto por 4 membros: Kyukyutto (CV: Yoshiki Nakajima), Quickle (CV: Kent Ito), Bath Magic Clean (CV: Reiou Tsuchida) e Toilet Magic Clean (CV: Yuki Sakakihara). Enquanto você vai dando suporte para os idols, o jogo também aproveita para te mostrar, de forma bem engraçada, como cada produto funciona.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Review: Tsugumi - Banana Yoshimoto

    Há algum tempo tinham me falado sobre um livro de uma escritora chamada Banana Yoshimoto. A autora possui diversas obras traduzidas para o português do Brasil e é conhecida por criar histórias delicadas, que misturam melancolia, cotidiano e emoções silenciosas.

    No livro que vou comentar hoje, Tsugumi, Yoshimoto explora temas como amizade, juventude e a fragilidade da vida através de uma personagem tão cruel quanto vulnerável.



 SinopseDeixar para trás o lugar onde se viveu durante toda a vida não é fácil. Podemos abandonar nossa terra natal, mas a terra natal nunca sai de nós. É esse o sentimento que vem experimentando Maria Shirakawa, a personagem-narradora deste Tsugumi. Recém-instalada em Tóquio para iniciar a vida universitária, Maria ainda não se desconectou por completo da paradisíaca cidade litorânea na península de Izu, onde, desde pequena, crescera na companhia das primas Yoko e Tsugumi.

Dona de beleza hipnótica, Tsugumi padece de uma doença crônica, que a mantém em permanente risco de vida. A saúde debilitada, no entanto, não inibe uma personalidade despótica e cruel: a delicadeza é algo que passa longe de seu repertório de virtudes. Para conviver com Tsugumi, doses cavalares de paciência e resignação são recomendáveis — Maria Shirakawa que o diga, bem como quem mais se colocar em seu caminho.

O relacionamento ao mesmo tempo afável e tortuoso entre as primas será testado nas próximas férias de verão, quando Maria aceita o convite de Tsugumi para voltar à cidade natal a fim de passarem uma última estada juntas. Ali, muito além de matar saudades da maresia e das caminhadas na areia com o cãozinho Poti, Maria viverá dias incríveis. Depois daquele verão, nada será como antes.

    Esse foi, na verdade, o primeiro livro que li dessa autora e comecei a leitura sem muitas expectativas. Para minha surpresa, a narrativa foi bastante fluida, e algo que gostei muito foi a forma como a autora constrói uma melancolia delicada, sem soar apelativa.

    Desde o começo, Yoshimoto consegue criar uma atmosfera de nostalgia que me chamou bastante atenção — mesmo eu sempre tendo vivido em uma cidade grande. As memórias de juventude vividas durante um verão, algo muito comum em histórias japonesas mais juvenis, me fizeram sentir como se eu também fizesse parte daquele momento. As lembranças de Maria com Tsugumi são narradas de maneira cuidadosa, mostrando não apenas os acontecimentos em si, mas também os pensamentos e sentimentos da narradora em relação à prima.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Review: Tamon's B-Side

     O que você faria caso acabasse trabalhando na casa do seu idol favorito? E se você descobrisse que na verdade ele é completamente diferente da imagem que passa nos shows ou nos programas de variedades?

    Essa é a premissa do anime que está saindo agora na temporada de inverno de 2026, Tamon's B Side — ou 多聞くん今どっち!? (Tamon-kun wa Ima Docchi?! em japonês), e que está disponível para assistir na Crunchyroll com legendas em português brasileiro.


    Esse na verdade foi um anime que uma amiga de oshikatsu me recomendou (Yuri-san, obrigada!!). E com certeza, Tamon's B-Side é provavelmente a representação mais próxima do que alguém como nós, fãs de alguém (não só idols), nos sentimos — mesmo sendo fã internacional e que às vezes acaba sofrendo um pouco mais no quesito de não conseguir ir em show e eventos presenciais.
    Uma das coisas que eu mais gostei nesse anime, é que ele também mostra um pouco da outra face (o B-Side), não só do Tamon, como dos outros personagens idols, mas de uma forma bem mais cômica. Inclusive é muito engraçado ver como o Tamon é com a sua personalidade de idol, e como fora do papel ele é completamente outro cara — bem pra baixo, com várias preocupações em relação ao seu trabalho, a pressão que ele sente do seu rival e dos outros membros do seu grupo, chamado F/ACE.
    Se por um lado nós temos o Tamon Fukuhara, idol, perfeito e adorado por várias fãs e trazendo um fan service que foi denominado como Tamon Ikehara — trocadilho com ikemen de "cara bonito e maneiro", por outro nós temos o Tamon Jimehara  que inclusive é o nome que a protagonista dá para ele como um trocadilho de "jime"(patético). E com certeza, essa foi uma das representações mais interessantes que eu vi dessa "dupla face" dos idols nos animes por enquanto.    

Review: Uta no Prince-sama e Hypnosis Mic -Division Rap Battle- Collab Songs

      Se alguém me dissesse alguns anos atrás que UtaPri e Hypnosis Mic fariam uma collab, eu provavelmente acharia que era delírio coletivo...