No fim do ano passado eu fiz uma review sobre o primeiro EP da nova banda do Tatsuhisa Suzuki, a SHINKIRO&Co. Na época ele estava só disponível pelo YouTube Music, mas depois acabaram liberando no Spotify também.
Pois bem, o ano abriu e eles lançaram uma Deluxe Edition no dia 7 de janeiro! Essa versão veio com umas 5 músicas novas e por isso mesmo que eu decidi trazer uma outra review dela aqui. Provavelmente vai ficar menorzinha.
Como eu já comentei de basicamente metade do EP na outra review, aqui eu vou falar só das músicas novas que vieram pra esse formato álbum. O primeiro texto está disponível aqui.
As músicas novas também foram gravadas no show que ele fez ano passado. E sendo bem sincera, não foi muito fácil escrever isso aqui, hahaha. Exatamente porque por enquanto uma grande parte das músicas saíram como uma versão demo do show. Inclusive eu não achei nem a letra das músicas, então foi bem mais difícil de pegar as palavras de ouvido.
A primeira canção nova dessa versão é a M6. リ:ゲイン -prototype- (cantabile demo). Assim como eu falei que tinha uma música que lembrava muito o estilo do OLDCODEX, essa aqui também é outra que lembra bastante a época deles, inclusive os tons graves que o Tatsu usa para cantar.
Apesar dele gritar bastante aqui, o contraste do piano com os outros instrumentos que vem na metade da música é bem interessante. Inclusive por ser a versão do show, tem umas partes que ele interage com a platéia, coisa que eu gosto muito.
M7. 悪食 (Akushiki) (cantabile demo). Essa música também tem uma pegada bem forte, mas algumas partes me lembrou muito o Hitorie e o estilo que o wowaka trazia nas suas músicas, principalmente na guitarra um pouco mais rápida. Não sei se isso foi intencional ou se foi só uma coincidência, mas por conta disso ela também me lembrou de leve um pouco da ideia de algumas músicas feitas no Vocaloid. (?) — talvez eu esteja viajando demais, hahaha.
Mas dando uma pesquisada, Akushiki normalmente é um termo que se refere ao ato de comer alimentos grosseiros ou proibidos no budismo, mas também pode retratar uma ideia de estar comendo monstros mágicos.
No caso dessa música, o que eu senti foi que tem mais uma relação com algum sentimento ruim e do eu lírico estar fazer isso afim de querer aliviar algum tipo de coisa que não é uma boa. Inclusive, pensando enquanto eu digito, é basicamente como se fosse uma descrição da gula.
Seguindo para a M8. 朝鴉 (Asagarasu) (cantabile demo), essa foi uma faixa que quebrou bem a minha expectativa. Eu achei bem interessante que tem umas horas que ele canta como se estivesse recitando tipo aqueles mantras budistas e também tem vários momentos que o Tatsu fala várias coisas ao mesmo tempo — e sinceramente não deu pra pegar nada do que ele disse de ouvido.
Inclusive eu fui pesquisar rapidinho o que seria um "asagarasu" e literalemente é um corvo que canta de manhã. Mas o que eu entendi, é que num sentido meio de tristeza. Por mais que eu não entendesse a letra, o instrumental e o fato dele estar falando várias coisas atropeladamente ao mesmo tempo me deu um pouco dessa sensação também.
M9. 四季 (Shiki) (cantabile demo). Eu não posso negar que eu provavelmente gosto mais das músicas menos barulhentas mesmo, hahaha. Uma das coisas que eu mais adoro em canções como Shiki é como o instrumental mais suave e a voz do Tatsu casam muito bem.
Além disso a letra que eu consegui pegar de ouvido também é bem bonitinha, que fala sobre o passar das estações do ano, das feridas, dos objetivos, um pouco de auto reflexão e estar junto de alguém que te faz bem.
Inclusive vendo os créditos da música, quem compôs junto do Tatsu foi nada mais, nada menos que o ygarashy, o baixista do Hitorie — o que faz muito sentido e sinceramente, só me fez gostar ainda mais dessa faixa. Ouvir ela agora no começo do ano realmente foi uma experiência.
A última música dessa versão Deluxe de Invisible é a M10. 残響サイダー (Zankyo Saida) (cantabile demo). Essa provavelmente foi uma das minhas favoritas da versão Deluxe junto da faixa anterior. Eu gosto muito quando o Tatsu grita porque é uma coisa que eu acho que não são muitos seiyuus que eu conheço e que tem banda que fazem isso, sinceramente. Mas por outro lado, ouvir a voz dele um pouco mais limpa é tão gostoso quanto ele gritando.
O instrumental me lembrou um pouco o estilo do RADWIMPS. Infelizmente eu não entendi muito da letra, mas tudo bem. Até porque essa também é uma versão meio demo, então pode ser que ela saia numa versão gravada no estúdio. Mas de qualquer jeito, o instrumental dela é também é bem enérgico de um jeito que eu gosto!
Assim como eu disse no outro texto, voltar a ouvir o Tatsu cantando realmente está sendo uma experiência muito legal de "parece que eu estou reencontrando um amigo antigo", mas ao mesmo tempo com um ar de novidade.
Uma coisa que eu fiquei pensando um pouco ouvindo essa versão deluxe é que ele parece estar um pouco mais "leve". Não exatamente no sentido das músicas, mas comparado com a época do OLDCODEX, a sensação que me deu aqui é que tem um pouquinho dele tanto dessa época, quanto de quando ele teve a carreira solo — que foi bem curtinha, mas que foi a época que ele fazia músicas um pouco mais "bonitinhas" e positivas, assim como algumas que apareceram nesse CD.
Dito isso, para mim o futuro do Tatsu com essa banda nova é bem esperançosa, e tomara que ele continue a explorar mais os tipos de som que ele pode criar, porque eu não duvido que ainda tem muito pra gente ver.
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